Não me guio por nenhum poeta ou poetisia
para escrever os meus poemas
não me guio pelo meu pai ou pela minha mãe
não me guio pelo meu irmão
mas guio-me sim pelo coração
o que sinto transporta-se cá para fora para a escrita poética
o que sinto eu planeio em cada linha cada estrofe cada poema
cada sentimento é sentido dentro da minha mão
e também do meu coração
da minha boca
enfim do meu corpo
que dele agora saiem palavras
que dele agora saiem estrofes
que dele agora saiem poemas
que sensações de paz de calma
de saudade de tristeza
por não te amar por não te ter
são assim os meus poemas um misto de sentimentos
com pedidos perdões lágrimas lamentos
por não te ter por não te amar
são como o mar
que por vezes é calmo e belo
como de repente se torna escuro e medonho
momentos diferentes
olhares indiferentes
por não te ter por não te amar
olhares especiais para o mundo
cada vez que olho para ele
a tristeza invade-me o coração
por haver fome, guerra, dor, tristeza, injustiça, poder,
e ódio, armas, por ninguém admitir perder
por ninguém admitir perdoar
por por vezes não se conseguir amar
e enquanto isso não acontecer
a humildade não vai aparecer
tão depressa
e tudo se vai em vão
este é o meu sonho
o sonho do mundo perfeito
onde tudo está bem
este é o meu mundo que nunca irá ficar bem
é o mundo pelo qual temo todos os dias
com a crise, a fome, a guerra, a tristeza tudo isso me afecta
tudo isso vai destruindo o meu coração
e estas palavras vão de encontro ao que eu sinto
vão de encontro aos meus dilemas
e ao que escrevo nos meus poemas
porque é o que sinto
e lamento.