sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vejo o chegar da noite


Vejo o chegar da noite
o sol a ir-se embora
o frio a chegar
e em casa em princípio vou ficar

Gosto da noite
assim como do dia
mas a noite é mais calma
sem o barulho das pessoas sempre susurrando

A noite cai
a cada passo que dou
de repente penso
naquilo que se passou

O dia passou depressa
a noite já cai
amanhã vivo um novo dia
com paz, amor, e alegria!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Direcção das palavras

Na noite
sente-se o silêncio
o som do avião
o bater de umas asas
e o amor do coração

Na noite
as palavras silenciosas
atacam a cada segundo que passa
enganando-se por vezes
tendo por isso uma direcção
errada

Na noite
a inspiração me vem
de dia por vezes
também

Na noite as palavras soam-me alto
apesar de por vezes pequenas paragens
aparecerem por instantes
mas sinto as palavras mais cintilantes

Na noite
como estrelas cadentes
exploradas pela Humanidade
sai uma rara luminosidade
que me faz inspirar
para que possa escrever esta poesia bela
que é uma realidade!

Colugo e Cobra Voadora

Colugo








Cobra Voadora

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Porque é que os dias


Porque é que os dias
não podem ser sempre perfeitos como este?

Porque é que os dias
não podem ser sempre claros?

Porque é que os dias
não podem parecer sempre uma eternidade?

Porque é que os dias
não podem ter sempre pessoas amigas ao nosso lado?

Porque é que os dias
não podem ser sempre passados ao pé do mar?

Porque é que os dias
não podem continuar assim como estão?

Porque é que os dias
não podem ter sempre dias sim?

Porque é que os dias
têm de ser alguns dias não?

Porque é que os dias
não dão sempre largas há nossa poesia, há nossa imaginação?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Rascunhos, é o que faço!

Rascunhos, é o que faço! Sem imaginação, não me sai uma única palavra no meio de tanta letra! Oh Meu Deus! O que há aqui se não só exclamações, o que há aqui se não, incumprimentos, desvios de milhões, crise há vista, e um governo desgovernado! Oh Meu Deus! Será que não há vida além do que já existe? Será que o mundo é assim tão pequeno? Será que não há um pingo de dignidade? Porque é que só há vaidade? Porque é que não há noite sem luar? Porque é que só há guerra atrás de guerra? Porque é que existem armas? Porque é que há uns que ganham milhões e outros não ganham quase nada ou mesmo nada? Proque é que a vida é tão incerta? Porque é que uns são reis e rainhas outros são Zé Ninguém?! Porque há ladrões, roubos, assaltos, mortes e violações? Porque há crianças que sofrem? Porque há aqueles que perdem tudo de um dia para o outro? Tudo o que construiram vai-se destruindo, como estas palavras que estão acabando por hoje a sua vida, a vida das palavras que fazem deste espaço um dos meus pequenos mundos, que me consolam, repreendem-me, adoram-me, fazem-me alegrar, amam, choram, e pousam neste caso numa folha electrónica branca, ás vezes fazem-me perder a cabeça, pois não encontro a palavra certa... ás vezes não me dá prazer nenhum escrever, ás vezes não dá vontade de escrever, desenhar palavras, de me embalar nelas, mas outras vezes saiem-me coisas maravilhosas como esta, saiem-me a que eu chamo um texto poético, porque poetisa eu sou, e as palavras são também elas o meu abrigo...

A crise e a distância


Há pequenos momentos que não se repentem. Há momentos que se vivem intensamente. Temos de saber fazê-lo bem, para não criar dissabores.... A vida não pode dar espaço há distância, mas ela existe... A distância é como uma linha de um comboio que parece que nunca mais acaba.... a distância é como não haver fim de um ponto. A distância é um compromisso que infelizmente para contribuir para o melhor, tem de ser feito. A distância é incompreendida por muitos e odiada por outros. Faz-nos mais fracos, mais tristes, sem conversas, nem vontade de olhar o mundo de uma maneira boa. A crise existe, mas não devia haver distância, que é uma consequência dessa crise, as pessoas acham que é melhor partir, crise e distância porque existem?!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pequeno mundo

Pequeno mundo
que te transformas-te
desde o dia em que te crias-te

pequeno mundo
que com medo
ficas mudo e sereno

pequeno mundo
que mal governado
vai lá andando
com as dívidas de trás
por pagar

triste é viver
num país assim
de mãos e pés atados
e lá se vão os ordenados!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jamais se fazem poetas


Jamais se fazem poetas
mas sempre nascem-se feitos
a imaginação não é só ela feita de versos
é preciso alma, defeitos,
acasos, amor e dor, gostos, melancolia, ódio, incerteza, certeza,
incompreensão, invasão,
presente, passado, futuro,
razão, coração.

Simplicidade
acima de tudo,
nunca vaidade,
é uma realidade,
talvez, é o que eu penso,
ingenuidade,
também,
crianças que brincam,
meu bem,
elas são as mais belas do mundo,
são as que nos fazem acreditar que tudo é possível,
sonhar, sonhar,
elas trazem sempre um sorriso,
mesmo quando tudo parece perdido,
iluminam o rosto,
despertam o olhar,
caminham à volta sem cessar,
sem parar,
sem reclamar,
brincam,
divertem-se,
até se esquecem do tempo,
oh o tempo,
passa num instante,
e quando damos por nós,
já o sol se foi,
agora caiu a noite,
e todos regressam a casa,
para descansar,
ou para logo, logo, dormir,
para no outro dia acordar!

E é tudo o que hoje tenho a dizer!

Palavras
são mágicas
quando a vitória é alcançada
despertam um sentimento movimentado por uma onda de alegria que ninguém sabe explicar

palavras
são por vezes gastas no tempo
em que já não se pode voltar atrás
com a decisão
ás vezes nos arrependemos para sempre

o que foi
já não pode ser
já não se pode ser rei
quando já não há poder

já não se pode ser povo
quando já não há dignidade
quando já tudo o que podia fazer já não pode ser feito
quando tudo o que se sonha foi destruído
quando quem governa desgoverna e bem
já não há mais motivo para sorrir
mas mesmo assim lá vamos tentando sorrir
porque a vida é para se viver
e não para morrer
cedo, não morrer em vão
e todos os que estão na minha vida
ficaram no meu coração
a amizade é o melhor da vida
e é tudo o que hoje tenho a dizer!

Significado das palavras


Um texto em português é um texto com muitas palavras, todas elas com um significado. As palavras formam um texto. As palavras formam um poema. As palavras são o reflexo daquilo que sentimos... As palavras têm um sentimento especial quando são sentidas verdadeiramente. As palavras são um ponto de partida e de chegada, mas também de viragem. São elas que também transmitem as nossas conclusões e nos fazem reflectir cada minuto, cada segundo da nossa vida, porque todos os minutos contam. Tudo aquilo que vivemos hoje conta, não importa o amanhã. As palavras como o "Sim" e o "Não" têm uma importancia muito grande na nossa vida, são elas que ditam se nos casamos ou não, são elas que ditam se aceitamos ou não uma proposta de emprego, seja ela dentro ou fora do nosso país... são elas que nos alimentam esperanças ou fazem com que elas que fazem com que sejamos aceites nalguma coisa ou grupo ou não. São palavras pequeninas mas com um significado tão grande! São palavras que ditam se vai haver acordo ou não, se vai haver guerra ou não. Concluo dizendo que não são meras palavras temos de saber muito bem usá-las no momento certo, pois podemos tomar decisões erradas!

domingo, 4 de setembro de 2011

Se é sentido o que digo

Se é sentido o que digo
eu respondo que na maioria das vezes sim
sou uma personagem dos quadradinhos da banda desenhada
não claro, que não,
se não eu não teria coração!

Isso da banda desenhada é tudo fantasia
eu sou feita da massa humana
de verdade
isto é pura realidade!

São super-heróis que nos fazem sonhar
mas também são eles pessoas que sabem e querem também amar
como nós os mortais
que por vezes nos esquecemos daqueles que de alguma maneira nos tornam por mais tempo imortais!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lua


Lua
linda
lua
assumida
por entre o céu da terra
lua
espalha o brilho que tens
destrói a escuridão
da noite e também a solidão
o desespero e o medo da morte
entranhada nos corpos no chão
que ainda vivos se enrolam
e não conseguem resistir há tentação
da carne que os devora,
que os consome,
mas que os aceita com um caminho iluminado pela lua no meio da escuridão
da noite.