sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Será que sei tudo?

Será que sei tudo?
será que sei mesmo tudo o que deva saber
sei que ninguém sabe tudo
sei que lá no fundo o mundo
é assim o que é que se há-de fazer?

mas será o mundo assim?
ou as pessoas é que o modificam
fazem-no mais pequeno,
mesquinho, e pesado
além de o ar já em alguns lugares não se conseguir respirar,
ah como é bom o puro ar!

será que sei tudo?
ou talvez não saiba nem metade
mas a grande verdade é que estamos sempre a aprender
mesmo com quem não nos quer!



Há quase há uma semana que não vou ao meu blog parece incrível não é? Pois é, durante a semana ultimamente tem-me sido impossível vir ao comuputador quanto mais ao blog! Com testes, testes e testes, PAP, PAP e PAP... querer descansar é quase impossível... A vida de estudantes é assim... e ainda consigo ajudar quem mais precisa, tendo em conta isto tudo concluo que descansar a sério só mesmo ao fim de semana e nas férias e mesmo assim ao fim de semana tenho de estudar, estudar, estudar e fazer a PAP, PAP, PAP e ainda há quem já ande a pensar na festa de Natal com tanta coisa para fazer!!! Bem por hoje não há muito mais a dizer assim acabo com um poema que me parece adequado até porque saiu no teste de Português de hoje, sobre claro o grande poeta Fernando Pessoa, há e quem também canta/interpreta o poema intitulado: "O Menino de Sua Mãe" é a nossa fantástica cantora portuguesa Mafalda Veiga:

O Menino da Sua Mãe
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa


P:S: O poema é muito bonito!