quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Caminhos cinzentos


Não há caminhos claros,
nem escuros
há por vezes caminhos cinzentos
por vezes sombras caminhando ao meu lado,
parece que não querem deixar entrar o ar
parece que me sufocam, cansam-me,
consomem-me por dentro e por fora,
e quase que me destroem.
Mas não, nunca deixo de lutar,
posso encontrar uma parede
e não conseguir ir para longe
mas não desisto e continuo
como se o meu caminho fossem estrelas,
como se iluminassem o meu coração,
como se não houvesse sombra,
como se não houvesse amanhã,
vivo o meu dia hoje,
e não penso no tempo que passou,
Mas sim naquilo que há-de vir,
mas sim nas coisas boas da vida,
porque essas ninguém nos pode roubar,
a vida é certa, a morte incerta,
mas certa ao mesmo tempo,
sabemos que nascemos
e vivemos
mas não sabemos quando morremos,
tento não pensar nisso,
mas a linha da vida e da morte,
está sempre presente,
quer queiramos quer não,
e quando alguém parte,
há sempre alguém que sofre,
e guarda-nos com saudade
e lembra-nos no coração
com amor e paixão!