
Quando se escreve, escreve-se por algum motivo. E eu tenho sempre um motivo para escrever nem que seja uma ideia vinda do nada, nem que seja uma frase inacabada. Eu tenho sempre alguma coisa para escrever ou dizer, nem que seja no silêncio das minhas palavras. Nem que seja um sinal. Um sinal que pode tornar-se num grande sentimento, tal e qual como um simples olhar. O olhar esse olhar que nos uniu e nos foi destruir como se não houvesse amanhã. Como uma corda que se partiu ao meio. Dizias que me amavas. Então como disses-te de um momento para o outro que já não sentias nem sentes nada por mim? Disses-te que eu era o sol da tua vida. Disses-te que tu darias a tua vida para eu não sofrer. E depois foi isto que tu me fisses-te? Foram palavras tuas não minhas. Foram meras palavras que ficaram na minha cabeça e no meu coração. Partis-te para outra. Traís-me. Como é que foste capaz. Nós ainda mal tinhamos começado a sério. Eu que disse que sempre iria esperar por ti. E tu nada ouvis-te. Nada sentis-te. Sentis-te naquela noite. Uma mera noite. Uma noite que aparentemente significava tudo para mim. Mas hoje ao fim ao cabo concluo que não significou nada. Desiludis-te me muito. És mais um motivo para eu escrever. És mais um motivo pelo qual me arrependo de te ter conhecido. Fui. Adeus meu ex-amor. Amor.
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